O banco britânico Lloyds, liderado pelo português António Horta Osório, registou prejuízos recorde em 2011, de 3,5 mil milhões de libras, acima de todas as previsões. Em 2010, o banco lucrara 290 milhões de libras.
O resultado é explicado sobretudo por fatores extraordinários, no valor de 3,2 mil milhões de libras. Sem eles, o banco teria lucrado 2,7 mil milhões.
Nos fatores extraordinários que arrasaram os resultados do banco estão, por exemplo, as multas que o Lloyds teve de pagar pela venda de seguros, que foi considerada ilegal.
Por causa das perdas, o banco adiou as metas do seu plano de reestruturação e admitiu que já não vai cumprir os objetivos de lucro nem a taxa de retorno sobre capital acima de 12,5% até 2014.
O Lloyds, que lidera o mercado de crédito à habitação no Reino Unido, espera uma nova queda da receita este ano, após a descida de 10% registada em 2011 para 21,2 mil milhões de libras.
«Acreditamos que o ambiente externo continuará desafiador em 2012, com economia deprimida, altos níveis de avaliação regulatória e incerteza política em relação ao setor bancário e potencial de efeitos negativos por causa da volatilidade do mercado financeiro e instabilidade na zona do euro», afirmou o presidente-executivo do Lloyds, António Horta Osório, em comunicado.
O Lloyds ainda é controlado em 40% pelo Estado britânico, depois de ter sido resgatado na altura da crise financeira de 2008. O Governo britânico pretende voltar a vender as posições no Lloyds e também no Royal Bank of Scotland (RBS) ao setor privado, mas não se sabe quando devido às más condições no mercado. Alguns analistas admitem já que, a alienar estas posições, o Estado terá de encaixar perdas com o negócio.
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